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MODELISMO EM ESCALA COM MATERIAIS ALTERNATIVOS
Passos: 6 7 8

Passo 5 : Confecção da seção do Motor



Trabalhar com materiais alternativos na escala 1/32 exige muita perícia manual para produzir peças com pequenos detalhes... Um motor, por exemplo, exigiria a representação dos cabeçotes de comando de válvulas, do bloco e de uma série de mangueiras e tubulaçòes para os tanques, escapamentos e arrefecimento (radiador). A construção do motor se tornaria uma tarefa bastante complexa, e exigiria treino. Como estamos apenas começando nossa jornada no modelismo alternativo, não nos matemos de trabalhar, tentando produzir peças tão complexas. Além disso, a estrutura atual dos modelos alternativos não permitiria a exibição do trabalho realizado com o motor. O melhor é, portanto, construir uma estrutura funcional (somente funcional, sem necessidade de trabalho na aparência) que possa suportar o movimento de um propulsor. O material deverá ser maciço, para adequar-se a esta necessidade de movimento. O material que escolhemos foi a cortiça.

Mas por que a cortiça?

Eu escolhi a cortiça porque ela possui certa capacidade de absorver impactos, sem se deformar. A idéia era proteger o modelo de danos extensos caso este sofresse uma queda de bico do alto de um móvel onde ele estivesse exposto. A cortiça realmente protege um pouco o restante do modelo em caso de acidentes, mas esta quebra e esfarela com certa facilidade. Na realidade, parece que estamos trocando um problema por outro. De qualquer forma, a cortiça é mais macia que madeira, sendo portanto mais fácil de trabalhar.

Obs: Algumas madeiras podem ser mais macias que a cortiça, mas sua aquisiçào é cara. A cortiça é fácil de obter (rolhas de garrafa) e muito mais macia que os cabos de vassoura, que são o material que ela substitui.


  1. Coloque a rolha de cortiça sobre o esquema. Alinhe-a com o spinner do avião, visto pela frente.
  2. Com o estilete ou um canivete vá tirando lascas da cortiça ao redor da rolha, reduzindo seu diâmetro até ela alcançar uma grossura semelhante à da base do spinner (Não é para produzir uma forma cônica como o spinner, mas sim produzir um cilindro que dará estrutura à porção frontal do corpo do modelo. Você se lembra da divisão do modelo em seções estruturais distintas proposta na ordem de montagem?). Lembre-se de deixar o diâmetro do cilindro de cortiça um pouquinho maior que o do spinner no esquema...
  3. Uniformize o cilindro de cortiça até que ele alcance o mesmo diâmetro da base do spinner. Uniformizando o cilindro eliminaremos as imperfeições comumente geradas pelo trabalho de entalhe, pois no passo anterior nós entalhamos a cortiça.
  4. Meça a distância entre o ponto mais alto do spinner (na vista frontal do esquema estrutural) e o centro da armação em cruz.
  5. Com um lapis, marque esta distância na armação que você fez para o corpo do avião. Faça isso sobre a lâmina central vertical.
  6. Alinhe a rolha nesta posição. Em relação à lâmina vertical a rolha ocupará a posição marcada no passo anterior. Em relação à lâmina horizontal ela deverá estar centrada. Estando alinhada, marque nas lâminas a área que a rolha ocupará. Pretendemos abrir um espaço para encaixar a rolha na armação.
  7. Com o estilete recorte a área marcada nas lâminas, deixando um buraco de profundidade semelhante à da rolha. Não exagere na profundidade, pois a rolha não deve interferir na área demarcada para a cabine do avião, segundo seu esquema estrutural. Se for necessário, resuza o comprimento da rolha.
  8. Confira se a rolha se encaixa corretamente na armação. Quando encaixada é que devemos marcar onde cortaremos a rolha, para que ela tenha o comprimento correto.
  9. Corte a rolha na posição marcada. Este corte deve ser feito com a rolha fora da armaçào, para evitar quaisquer possíveis danos à estrutura do modelo. Deixe um pequeno excedente no comprimento da rolha, para permitir a realização de ajustes, caso o corte fique um pouco torto. Para fazer ajustes deveremos uniformizar a face frontal da rolha, já depois do corpo do avião estar devidamente coberto.
  10. Cole a rolha na armação. Use o método de pontear.
  11. Reforce a colagem com cola branca.


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Passo 6 : cobertura do bico do avião



Esta etapa de cobertura refere-se à cobertura apenas do bico do avião...


  1. Corte uma tira de papelão fino ou cartolina capaz de abraçar o bico do avião da base do spinner até a primeira lâmina transversal. Ela terá de ser bem mais larga que a distância entre a ponta da rolha e a primeira lâmina transversal para conseguir abraçar esta parte do bico. Veja abaixo:
  2. Limitando o material necessário: Enrole esta tira na ponta do avião de forma que fique justa. A tira se enrolará torta, já que esta parte do bico do avião é cônica. Você deverá, portanto, marcar a posição de encontro da tira de papelão com a frente da rolha, com a primeira lâmina transversal e também a posição de encontro entre as pontas da tira, pois precisaremos cortar fora os excedentes de material. O interior demarcado da tira possuirá a forma da peça necessária para cobrir aquela parte da armaçào em cruz. Esta técnica eu chamarei de limitar o material necessário. Esta é mais uma forma de se criar moldes...
    Obs: É conveniente sempre deixar pequenos excessos de material neste tipo de marcação, pois uma peça como esta necessita de contato com todas as bordas tanto das lâminas quanto da cortiça, sem falhas. Somente assim a colagem será consistente. O excesso de material poderá ser eliminado posteriormente com uma tesourinha fina.
  3. Recorte a tira nas marcações obtando a peça de cobertura necessária. É conveniente marcar a lapis a orientação desta peça em relação ao corpo do avião.
  4. Ponteie a peça de cobertura em sua posição final. Ela deve estar devidamente alinhada para que cubra toda aquela parte da armação. Perceba que se fôssemos desenhar um diagrama de nosso modelo, a linha que ligaria a ponta da cortiça ao topo da primeira lâmina transversal seria uma linha reta, e não uma curva como descrito em nosso esquema estrutural. Nossa peça possui, portanto, perfil reto, eliminado a curvatura do bico do avião. Trata-se portanto de uma aproximação da forma do avião que será tanto mais precisa, quanto menor for a distância entre as lâminas transversais da armação em cruz. Você poderá produzir a curvatura destas superfícies com algumas técnicas de acabamento.
  5. Com uma tesoura fina ou um estilete retire o excesso de material de cobertura, mas cuidado para não decolar a cobertura da armação.
  6. Para as demais lâminas transversais você poderá repetir o processo até alcançar o início do cockpit. Lembre-se que esta técnica demonstrada está adaptada à primeira tira de material de cobertura. Para as demais tiras não será possível remover totalmente os excessos de material com uma tesoura. Se você achar que o uso do estilete causa riscos de acidentes pessoais ou danos à estrutura do modelo, você pode usar uma lixa para uniformizar a superfície coberta.

Obs : A cobertura do avião necessitará de acabamento após sua construção. É comum que sobrem brechas e buracos neste processo. Não se preocupe. Um pouco de massa plástica e gesso acrílico, por exemplo, resolverão estes probleminhas.

Este processo de cobertura deve ser adaptado à superfície que você estiver cobrindo. Você pode dividir a cobertura em várias peças (como sugerido acima), pode cobrir cada quadrante da superfície com uma tira de papelão (ou seja, você não abraçaria o corpo do avião com anéis, mas cobriria cada quarto da superfície com uma placa de papelão), ou pode cobrir a superfície por inteiro, com uma folha de papel.

Este mesmo processo de cobertura será usado para quase toda a cobertura do corpo do avião. Eu sugiro usar papelão nas partes correspondentes a fuselagem metálica, e papel nas partes correspondentes a entelamento. Observe que em um avião real as partes cobertas por lona têm este aspecto anguloso de superfície coberta com material esticado. Já as partes metálicas costumam ser mais arredondadas. Seguindo este raciocíni, e sabendo que o papelão é mais adequado para receber massa plástica sobre ele do que o papel esticado, devemos cobrir as partes arredondadas do avião com papelão, simulando as partes metálicas do avião real.



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Passo 7 : Construção dos planos de cauda



Seguindo a ordem sugerida de montagem, passaríamos à cobertura da cauda do avião, até atingir os planos de cuda que são montados separadamente. O hurricane, entretanto, possui uma cauda composta por uma armação de madeira e metal, coberta por lona... Por dificuldades técnicas com o acabamento de tal superfície em nosso modelo, a cobertura de áreas enteladas terá de ser feita depois que as áreas adjascentes (vizinhas) já estiverem devidamente cobertas, pois o papel tensado (espichado) deverá ser colado sobre o revestimento da área vizinha. Devemos construir os planos de cauda antes de cobrir a cauda de nosso Hurricane.


  1. Transcreva o leme, as asinhas e a armação em cruz da seçào do corpo do avião que serve de suporte aos planos de cuada.
    Obs : No esquema estrutural que forneço, o leme já faz parte da lâmina central vertical da armação em cruz, mas achei melhor separar esta peça, pois a armação pode não ficar exatamente alinhada. Isto deixaria o leme ficaria torto, exigindo sua remoção e substituição. Faça-o então separado, como faria com as asinhas...
  2. Recorte as peças transcritas (lâminas centrais, transversais, asas e leme). Você não precias transcrever os avônicos agora. (parte móvel do leme e profundores).
  3. Monte a armação em cruz conforme método já explicado anteriormente.
  4. Enrole uma tira de papel xamex ou de cartolina em torno de um lapis e ponteie a ponta que sobra tira sobre a superfície do cilindro formado. Estamos produzindo um rolinho de papelão, semelhante aos rolos de lata ensinados na técnica de produçào dos trens de pouso. Você deve proceder da mesma maneira: Puxe um pouco o lápis dentro do rolo de papel, criando uma distância entre o lapis e a ponta do rolo, de forma a não colar o lapis no rolo. Como ponteamos a superfície do rolo, não é necessário usar fita PVC para manter o rolo fechado. Além disso, o papel é mais fácil de colar que a lata, e a fita PVC poderia deixar a superfície do rolo escorregadia. Não queremos isso! Prossiga, então, Ponteando ponta do cilindro para que o papel não se desenrola ao retirar o lapis de dentro do rolinho. Faça o mesmo do outro lado. Produza dois rolinhos deste tipo.
  5. Encoste a armação em cruz da cauda do avião na armação do corpo, alinhando suas bordas
  6. Marque com um lapis um espaço suficiente para encaixar os cilindros (alinhados um com o outro) no centro das armações. Vamos proceder semelhante ao encaixe da rolha de cortiça no bico do modelo.
  7. Confira o alinhamento e recorte as armações nas marcas feitas, abrindo espaço para o encaixe dos cilindros
  8. Use um toco de lapis velho ou algo que o substitua como eixo para ficar dentro dos cilindros. Os cilindros se apoiarão e girarão sobre este eixo.
  9. Encaixe os cilindros no eixo.
  10. Encaixe os cilindros nas armações, confira o alinhamento das peças e ponteie os cilindros nas armações. Não cole ainda uma armação na outra, e tome cuidado para não colar os cilindros no eixo, ou um no outro. Precisamos que os planos de cauda girem na traseira do avião... Para que? Este estranho giro da cauda do avião possibilitará ajustes posteriores nos planos de cauda. É comum que a estrutura em cruz se torça um pouco com umidade (da cola branca). Então costumam ser necessários alguns ajustes da inclinação do leme e asinhas em relação às asas e cockpit.
  11. Prenda o leme na estrutura com cola branca. Use prendedores de roupa para imobilizar as peças.
  12. Meça os ângulos de fixação das asinhas e cole-as na armação em cruz com cola instantânea. O método de fixação que sugiro é a fixação por abas, tanto no caso do leme, quanto no caso das asinhas.
  13. Procedendo como na cobertura do bico do modelo, cubra a armação dos planos de cauda até seu encontro com o corpo do avião. Não tente cobrir ainda as asinhas e o leme. Isto será feito durante o acabamento.
  14. Retire os planos de cauda de seu encaixe e guarde-os para fixação posterior ao corpo do avião.


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Passo 8 : Simulando a armação para lona (entelamento).



Não cobriremos a estrutura da cuda do avião agora, mas já a deixaremos pronta para receber o papel tensado...

Para simular as hastes de madeira e metal que compõe a armação da cauda do Hurricane original, utilizaremos arame de aço fino.


  1. Marque nas lâminas transversais da armação do corpo do avião a posição de cada haste que você pretenda simular para o entelamento do avião. Por efeito de escala, pode ser necessário desconsiderar algumas destas hastes, pois a distância entre elas pode se tornar tão pequena que perderemos o efeito de entelamento da cobertura no modelo.
  2. As lâminas transversais desta porção da armação do corpo do avião deverão ter dimensões cerca de 1mm menores que as inicialmente necessárias para atingir a forma do avião. Esta é mais ou menos a expessura do arame que utilizaremos. Se você não tiver levado este fato em consideração na produção de seu esquema estrutural, basta uniformizar a armação na porção que receberá entelamento, de forma a reduzir seu diâmetro um pouquinho...
  3. Faça pequenos piques com uma tesoura fina em cada ponto marcado para ser apoio de uma das hastes. Os arames se apoiarão nestes pequenos cortes
  4. Estique o arame de aço de forma que fique bem reto (aqui será útil uma morsa e um alicate de ponta chata). Você poderá ir prensando o arame dentro da morsa. Prense e gire uns poucos graus. Prense novamente, e volte a girar. Repita esta operação até desempenar o arame.
  5. Coloque o arame esticado sobre o corpo do avião (nos piques que você fez com a tesoura sobre as lâminas transversais) e corte-o com um alicate de corte, na medida adequada para percorrer toda a área de lona. Repita a operação para cada arame
  6. Coloque cada arame em seu respectivo lugar e ponteie as junções entre arame e lâminas.


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